As Melhores Cenas de Bebidas em Filmes

Um Guia para Cinéfilos e Amantes de Coquetéis

Ah, Hollywood! Essa fábrica de sonhos, ilusões e, claro, cenas de bebidas inesquecíveis. Se existe algo que o cinema nos ensinou, além do fato de que a vida é uma caixa de chocolates (obrigado, Forrest Gump), é que uma bebida bem servida pode ser tão icônica quanto o próprio protagonista. Vamos dar uma olhada em algumas das melhores cenas de bebidas no cinema clássico, onde coquetéis e dramas se misturam como gin e vermute em um martini.

1. Casablanca (1942)

Ah, o Rick’s Café Américain. Se você nunca quis tomar um drink em um bar sombrio e esfumaçado em meio à Segunda Guerra Mundial, você provavelmente está mentindo. A cena em que Rick Blaine (interpretado pelo eterno Humphrey Bogart) vê sua ex-amante Ilsa (Ingrid Bergman) entrar no bar é pura alquimia cinematográfica. A tensão no ar é palpável, e o conhaque no copo de Rick parece mais necessário do que nunca.

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Harmonização: Um conhaque, claro! Beba devagar, como se estivesse esperando o amor da sua vida aparecer pela porta a qualquer momento. E não se esqueça de assentir para o pianista e dizer: “Toque de novo, Sam.”

Fato Divertido: Humphrey Bogart, que era um notório bebedor na vida real, passava horas entre as filmagens bebendo para manter a “inspiração”. Não é de admirar que Rick pareça tão confortável atrás do balcão.

2. O Iluminado (1980)

Jack Torrance (Jack Nicholson) no Overlook Hotel, conversando com o barman fantasma Lloyd, é a definição de “antes só do que mal acompanhado”. O que poderia ser mais reconfortante do que um uísque servido por um espectro? Ah, sim, quase tudo. Mas essa é a graça do filme de Kubrick: o desconforto.

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Fato Divertido: A frase “Here’s Johnny!” foi totalmente improvisada por Nicholson, e Kubrick adorou tanto que a manteve na edição final. E sim, a bebida de Jack Torrance era real. Kubrick acreditava na autenticidade.

Harmonização: Uísque, puro e sem gelo. Como a vida no Overlook Hotel: dura, amarga, e com uma chance considerável de te levar à loucura.

3. O Grande Lebowski (1998)

O Dude (Jeff Bridges) e seu fiel White Russian. Se existe um personagem que vive e respira um coquetel, é o Dude. O White Russian não é apenas uma bebida no filme, é praticamente um personagem secundário. O leite, o licor de café, a vodca… tudo se mistura em uma ode à preguiça e ao estilo de vida hedonista do Dude.

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Fato Divertido: Depois do lançamento do filme, as vendas de White Russian dispararam. Afinal, todo mundo quer ser tão legal quanto o Dude, mesmo que só por uma noite.

Harmonização: White Russian, claro. E não se esqueça do roupão e das sandálias. A vida é curta demais para se preocupar com o que os outros pensam.

4. 007 Contra Goldfinger (1964)

“Shaken, not stirred.” Se existe uma frase que encapsula todo o estilo de James Bond (Sean Connery), é essa. Seu martini é preparado com a precisão de um agente secreto, e cada gole é um lembrete de que, não importa o quão perigosa seja a missão, James Bond sempre terá tempo para um drink.

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Harmonização: Martini, sacudido, não mexido. E um terno bem cortado, porque beber martini de qualquer outra forma seria simplesmente inaceitável.

5. Cocktail (1988)

Tom Cruise como Brian Flanagan, o bartender que transformou servir drinks em uma forma de arte performática. Ok, talvez este filme não seja uma obra-prima cinematográfica, mas quem se importa? As acrobacias com garrafas e coqueteleiras são pura diversão. E de quebra, você ainda aprende a fazer um Blue Hawaiian.

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Fato Divertido: Tom Cruise realmente treinou com bartenders profissionais para aprender os movimentos. E sim, ele fez a maioria das acrobacias sozinho. Porque se você é Tom Cruise, é claro que vai fazer isso.

Harmonização: Um Blue Hawaiian. E talvez um capacete, caso você queira tentar as acrobacias em casa.

6. Cidadão Kane (1941)

A festa no salão de Kane é a perfeita representação da decadência e da opulência. Charles Foster Kane pode ter tudo o que o dinheiro pode comprar, mas não consegue comprar a verdadeira felicidade. Ironia? Sim, e como! A bebida flui livremente, mas o vazio existencial é palpável.

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Fato Divertido: Orson Welles, que dirigiu e estrelou o filme, tinha apenas 25 anos quando fez Cidadão Kane. Pois é, o que você estava fazendo aos 25?

Harmonização: Champagne, claro. Beba enquanto reflete sobre as futilidades da riqueza e do poder. E, se possível, em uma mansão gótica.


E aí está! Seis cenas icônicas de bebidas do cinema que mostram que, seja em um bar esfumaçado de Casablanca ou em um hotel assombrado nas montanhas, sempre há tempo para um bom coquetel.

Afinal, a vida imita a arte, e a arte, como sabemos, sempre inclui um bom drink. Cheers!